De que me adianta
Tamanha agonia?
Se vivo em minhas esquinas
Praças e avenidas
Só, apenas eu, sozinha
Contando apenas
Com minha mensuração
De quem a nada classifica
E é durante a rotina
Colocada mesmo assim,
E a todo tempo,
E a todo tempo,
Em questão
Questões alheias
Questões de significados
De significar
Seus parâmetros são tão amplos
Quanto uma humilde sala de estar
2 metros quadrados
Para abrigar, suprimir
Toda uma vida de sonhar
Vidas que não são minhas
Quem sou eu para orquestrar?
E se penso assim,
por que sigo a terceirizar
decisões que apenas eu deveria tomar?
O que me resta é existir
E resistir íntegra, viver
Nesse mundo que está ruindo
Em sua forma normativa de não perceber
Quem não percebe a si,
Não percebe a ninguém mais
Mas segue na vitória de quem se satisfaz
Condenando gentilezas
Decretando guerra à paz
A vida que eu tenho
Não é outra que poderia querer
Se ainda posso, é aí que farei
Nada além de mim
Nunca, jamais poderei
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