Nos destroços
Nos buracos
Nos espaços
pequenos
pequenininhos
maiores que eu
Neles desfalecer
Desfalecendo
Já morta
Triunfo da encosta
Tremores e derrotas
Pernas sem forças
Fígado sem sangue
Engano na esquina
Lições não
aprendidas
Vazia, vazia,
iludida, sem amor
Não há vontade de
viver
Vida que não se
gosta
Vida em que estou
Vida que consome
Não sei pelo que
alguém jamais lutou
Não tem nada mais vivo que o temor
Talvez apenas o
esgoto
Fedor, desamor,
censura
Ferida aberta na
angústia
A tristeza é o
resto do todo
A maldição é
existir com tanta dor
A maldição é o
que mata
Assassina, dolorosa,
justa
Encerra o ciclo
Completa o que de
logo se esperou
Tão lentamente se
desenrolou
Ignorou a dor, me
levará na leve brisa
Quando eu implorar
por existir
E ironicamente agora
que existo
Sigo argumentando
sobre sua visita
