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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Jiboia só tem nome porque o homem deu


A vida tem suas formas
Não sei bem o que ficou
Entre os fatos que a história nos mostra
Frente a modernidade posta
Tudo que vimos e que se vê de horror

O que restou
Na sociedade que concebemos
Que do passado ficou?
Nada parece tão presente
Em tudo que, no desenrolar, se instaurou
Lições, experiências de dor
Que se repetem nessa famigerada
História de contínuo rancor.

Tudo muito moderno
O que se fala, como se trabalha
Fica a ganância e guerra de outrora
Para quem desses já provou.

Matar o Homem
Para outros homens
Serve de cobertor
Euforia que persiste
Experiências insistentes de terror

Vemos a guerra a todo tempo
Estampada nas manchetes
Mundo afora, a verdade é a morte.
Se pensamentos habitam o século XXI
Outras nações não contam com mesma sorte  

Vida que segue suas alegorias
Sendo a morte e a exploração
Categorias de mais recorrente
E deplorável tirania

A ganância, o dinheiro
São paralelos da categoria morte
Uma vez que não é com a sorte
Que contam os afortunados.

Residem na exploração
Na servidão de outrem
Para conseguirem o almejado
No mundo material e nada além
Seu status é fruto das coisas que tem
Reprodutor de um sistema
Da desigualdade que o mantém

                                                              Mari R

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