Por que viver é fazer sofrer?
Seguir a doer
Dor em cada conjuntura?
Enquanto vago por esse mundo
No meu corpo vagabundo
Vejo as falhas no contorno
Talvez no centro, por dentro, no todo.
A dor de viver
Supera estar contente
Sorrindo amarelo
Corro maratonas diariamente
Maratonas que tem seu fim
Apenas para darem início
A uma nova e interna forma
De existencial motim.
Viver todos os dias
É de massante agonia
Que não cessa e só agrega
Ainda mais melancolia
Dor vadia, sem sabedoria
Dizem que o sábio não se deixa sofrer
Que é um tipo de escolha
Tão dramático objeto do ser.
Mas como fechar a caixinha
E guardar nela tudo que continha
Esse amargo lado de ver?
Queria eu
Armazenar o pensamento
Purificar o desalento
Esquecer o que eu devia
Talvez até relaxar por, pelo menos,
Que fosse um dia.
Mar ane Rocha.
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